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26 de jun de 2008

Herman Hesse é tudo de bom

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Nós carregamos um universo dentro de nós. Somos tão complexos quanto o universo físico que se apresenta diante e fora de nós mesmos. E, por fim, ambos universos estão ligados por feixes de energia. Quem já se conscientizou disso aprecia mais a vida, cobra menos dos outros e vive sem ilusão. Eis um exemplo disso:

"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo.

Não posso lhe abrir outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma.

Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave.

Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."

Hermann Hesse - O escritor alemão, naturalizado suíço (1877-1962) - Prêmio Nobel de Literatura em 1946

23 de jun de 2008

Eu concordo plenamente com a Sarah Westphal Batista da Silva, o "quase" me deixa louca...

"Quase
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons mot
ivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dú
vida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Sarah Westphal Batista da Silva tem 21 anos, Catarinense, e é a verdadeira autora de texto que correu mundo como se fosse de Luis Fernando Verissimo, com direito até a tradução de seu texto na França - Vamos lá, Sarah, não jogue seu talento fora, continue escrevendo...

Às vezes esquecemos o quanto a vida é curta...

Recebi esse texto por e-mail. Achei muito bonito e verdadeiro. Desconheço o autor, já que a pessoa que me enviou também nada citou a este respeito. É um texto simples, do jeitinho que eu gosto.

"A vida é muito curta pra se arrepender.
Então ame as pessoas que te tratam bem.
Esqueça as que te tratam mal.
Acredite que tudo acontece por uma razão.
Se tiver uma segunda chance, agarre-a com as duas mãos.
Se isso mudar a sua vida deixe acontecer.
Ninguém disse que a vida seria fácil, só que vale a pena.
Os amigos são como balões; se você os deixar ir, talvez nunca mais vai tê-los de volta.
Às vezes nos ocupamos com nossas próprias vidas que não notamos que os deixamos ir.
Às vezes nos preocupamos quem está certo ou errado que esquecemos o que é certo e errado."

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Beatles Forever...



Socorro...! Eu preciso de alguém...!
Socorro...! Não qualquer pessoa...!
Socorro...! Você sabe que eu preciso de alguém.
Socorro...!

Quando eu era jovem, muito mais jovem que hoje
Não precisava da ajuda de ninguém
Mas agora essa época já passou
E não me sinto mais tão segura
Acho que agora minha cabeça mudou e abri as portas

Me ajude se puder, estou me sentindo arrasada
E gostaria muito de ter você por perto
Me ajude a pôr os meus pés no chão
Por favor, você não vai me ajudar?

Agora a minha vida mudou muito
E minha independência parece sumir no nevoeiro
De vez em quando eu me sinto tão insegura
Eu sei que preciso de você como nunca

Me ajude se puder, estou me sentindo arrasada
E gostaria muito de ter você por perto
Me ajude a pôr os meus pés no chão
Por favor, você não vai me ajudar?
Me ajude, me ajude, por favor...



Nada melhor do que começar a semana lendo esse texto maravilhoso sobre as mulheres...

As Mulheres de Quarenta
Não tenho estatísticas em mãos e nem sei se existe alguma coisa a respeito das mulheres na faixa dos 40 ao 50, sobre o seu estado civil. Mas se eu for pensar nas minha amigas que estão por aí, posso afirmar que a grande maioria está separada. E com filhos. E achando que nunca mais vão conseguir outro homem. E se acham horrorosas.
Como eu sou de uma faixa um pouquinho acima, vou meter meu bedelho (que palavrinha mais feia) entre as quarentonas (pra começar, elas odeiam a palavra quarentona, saudosas dos trintinha. E temem o inevitável: cinqüentona. Sexagenária elas não ousam nem pensar. Lembra aquelas tias que elas achavam carcomidas pelo tempo e pela memória).
Eu dizia que elas se acham acabadas. Porque elas não se consideram achadas? A mulher de quarenta tem várias vantagens. A primeira é que já tiveram os filhos que tinham que ter e a gente não precisa se preocupar com a possibilidade de elas quererem mais um (aliás, conheço uma quarentinha – olha que simpático – que já é avó), justamente com a gente que não estamos mais a fim de trocar fralda, ir na reunião de pais e filhos e vigiar a maconha na adolescência. Esta parte elas já resolveram.
Outra vantagem é que elas sabem que Cinema Novo não é aquele cineminha que inauguraram outro dia no shopping. Cantam as músicas dos Beatles com a gente e também não sabem muito bem quem são Oásis. Lembram até da copa de 70, no México e algumas delas chegaram a ver o Pelé jogar. Sabem até a medida da Marta Rocha.
Sexualmente sabem tudo. E como. Tiveram mais homens que possa imaginar nossa filosofia. Aquele negócio de ter orgasmo assim ou assado (assado é péssimo) elas já resolveram há mais de uma década. E já viveram o suficiente para se darem ao luxo de filosofarem sobre a vida, sem aquelas bobagens que as meninas de vinte pensam e dizem e, ás vezes, até escrevem em diário.
Conseguem aprender a mexer no computador com muito mais eficiência que as mulheres de 60 (com todo o respeito, minha senhora). E não perdem parte do dia atrás da alma gêmea na internet, como fazem a turma de 20 e de mais de 50.
Neste momento, por exemplo, o computador acaba de me avisar que chegou uma mensagem nova. Fui olhar e era mais uma daquelas perguntando se eu quero aumentar o tamanho do meu pênis. Tem até a foto de um aparelho que “infla”. Você já pensou, na hora de fazer sexo, você abrir o guarda-roupa, tirar aquela geringonça (a máquina, não a sua) e dizer: um momentinho que você vai ver o que é bom pra tosse? Não, as mulheres de 40 há muito tempo deixaram de se preocupar com o tamanho da geringonça. Com elas é “menas” preliminar e mais ação. A mulher de 40 vai direto ao assunto. Eles já perceberam que podem comer e não apenas dar. As mulheres de 40 comem como gente grande, comem como homem. E a gente dá, com prazer.
A mulher de 40 já tomou aqueles porres memoráveis de quando tinha trintinha. Ela sabe beber. E ainda puxa um sem ficar rindo feito uma principiante de 20 e sem a culpa da turma de 50. Dois tapinhas e vai para o cinema. Relaxadona, dona.
Ah, a mulher de 40 no verão chega ao seu esplendor debaixo do sol. Sabe a medida certa da sua cor e do seu suor. Sai da água como se saísse de um aquário, como se desfilasse em cima da água. Não acampa mais, nem fica em pousada sem internet. A mulher de 40 sabe onde quer ficar. Gosta de um confortinho.
Ela se pinta pouco, ao contrário das de vinte e das de 50 e 60. No máximo um batom básico. Não se enchem de perfumes e pode pintar o cabelo até de vermelho que lhe cai bem. Não fica ridículo com as de 20 ou 50.
Enfim, a mulher de 40 sabe tudo e não está nem aí.
Por que então você sofre, mulher? O mundo não está perdido, está achado. Você é o melhor papo da praça. Você é o que há.

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