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6 de mai de 2008

É tão chato quando um romance acaba...

Final de romance... que coisa mais chata e sem graça! Por que tem que terminar, não é? Aliás, tem certas coisas que não deveriam nem ter começado. E “Eduardo e Mônica” (nomes fictícios, claro!) é um exemplo disso. Como na música do Legião Urbana eles eram tão diferentes que acabaram se atraindo: ela, solteira, livre e independente; ele, solteiro, porém enredado, inseguro e enrolado num passado triste. Ela apostando num relacionamento sério. Ele só queria provar novos temperos (ai, essa doeu né?). Ela culta, e ele, como diz uma amiga, “subal” (vem de subalterno – essa é pior ainda!). Aqui a música encaixa direitinho, “ela falava coisas sobre o Planato Central, também magia e meditação e o Eduardo ainda tava no esquema “escola, cinema, clube e televisão...”

O pior de acabar não é o fim, nem a falta de esperança no amanhã, nem o mantra mental que acorda e dorme com você ressoando “você perdeu o seu tempo”; nem as rugas a mais, nem o envelhecimento precoce, nem o acordar com aquele desânimo... isso tudo não é nada perto do pior dos sentimentos: o desamor.

Para onde foi toda aquela paixão, todo aquele tesão, todo aquele carinho, todo aquele amor???

Aí, alguns entendidos vão dizer “isso não era amor, era só paixão; e paixão acaba”. Eu não acredito nisso. Nada acaba, nós é que gostamos de dar fim nas coisas. Eu acredito mais no ditado que diz “tudo muda, tudo se recicla”. Assim também deveríamos tratar o amor.

Mas não... pessoas infelizes como o “Eduardo” fazem questão de acabar com o amor e deixam um rastro de infelicidade em seu caminho e no caminho que cruzar o dele; e sabe por que? Porque ele não é feliz. Nunca é feliz aquele que prefere cultivar o desamor. Nunca será feliz aquele que preferir cultivar o prazer imediato e descartar o único verdadeiro e duradouro sentimento que existe: o amor.

Mas eu conheço um casal, um outro “Eduardo e Mônica” que deu certo. E estão juntos até hoje, felizes, por que o Eduardo deu valor ao diamante que foi parar nas mãos dele e o segura com toda força que lhe é capaz, com o corpo, a mente e o espírito, isso até hoje, pasmem, em pleno século da doideira... desejo felicidades eternas aos dois, pois eu acredito na eternidade da vida e do amor.

Enfim, hoje não existe mais o meu “Eduardo” – e se desconfiaram, sim, eu sou a “Mônica” – e desejava ardentemente que tivesse dado certo e que eu pudesse ouvir o Legião Urbana sem sentir um nó no estômago. A sensação de desamor dói, pesa na alma, como uma estrela que subitamente descobre que escureceu e deseja continuar brilhando.

Mas, tem outra música que eu adoro, chama-se “Here comes the Sun” (do sempre adorado George Harrison) – e para transmutar essa fase de desamor nada melhor do que música, qualquer música, mas esta em particular me fala ao coração e diz assim “lá vem o sol, du du du du, lá vem o sol... e está tudo certo...

E sigo com a certeza de que fiz o melhor que pude para não deixar aquela estrelinha apagar. E, lá nas profundezas do meu sábio ser, o meu coração sabe que a luz daquela estrelinha não apagou, que está apenas obscurecida pelo sol da vida que surge para germinar as sementes de tudo no universo.

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Muita luz e paz para todos.

1 Comment:

Thaís Caroline said...

Bem , acho isso incrível, deve ser mal de nome... afinal , tanto eu , como irmã e amiga, sofremos com o mesmo problema, e pior todos se chamam EDUARDO ¬¬'